“Dias tornaram-se semanas, semanas tornaram-se meses, e então em um dia nada especial, eu fui até minha máquina de escrever, me sentei e escrevi nossa história. Uma história sobre uma época, uma história sobre um lugar, uma história sobre as pessoas. Mas acima de todas as coisas uma história sobre amor. Um amor que viverá para sempre.” (Moulin Rouge)

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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

CAPÍTULO 04

Decifra-me ou te devoro


           “Diz logo, to vendo que tu ta doida pra falar alguma coisa” – Fani diz a olhando de cima, já que a mesma estava deitada em suas pernas.
            “A Angelis é bem quente, né? Quer dizer, não precisa me olhar desse jeito, mas é que só de ficar perto sei lá me deu uma coisa hahaha” – Fani levantou rápido e a encarou séria.
            “Ótimo, era só o que me faltava” – ela vai até a cozinha e bebe um pouco de água.
            “Não fica assim meu amor, só fiz um comentário, eu seria incapaz de fazer algo que pudesse te magoar, mesmo se tivesse muito a fim de fazer hahaha” – ela brinca pra quebrar o clima.
            “Não posso te julgar, eu melhor que qualquer um sei o efeito que aquela lá causa nas pessoas...”
            “Posso falar? Eu vi no olho dela que tu também causa o mesmo efeito nela, ela quase voou no meu pescoço quando te chamei de minha garota”
            “Não viaja Nati, e outra não esqueça que pra todos os efeitos somos um casal”
            “Pra que continuar com isso? Nós já tentamos e não deu certo, pra que continuar fingindo uma coisa que não existe? Porque não investi teu tempo numa relação verdadeira?”
            “Porra vou levar pé na bunda de ti até quando nosso namoro é fake?” – ela faz carinha de choro.
            “Não faz assim Faninha, tu sabe que nós nunca daríamos certo como casal por uma série de motivos, mas o principal deles é porque tu não me ama” – ela a abraça com carinho.
            “Também não é assim, não somos um casal tão fracassado com tu ta pintando” – ela sorri maliciosa.
            “Uma relação não se sustenta só na cama, você sabe disso melhor que eu”
“Quem é você? E o que você fez com a Nati?”  
“A Nati continua aqui, prova disso é que se você não correr atrás passo na tua frente e pego a Angelis” – ela diz séria estudando a reação de espanto da amiga e sem conseguir manter a pose por muito cai na gargalhada.
 “E porque eu iria correr atrás da Angelis? E outra fique a vontade pra se envolver com quem quiser...”
“A Angelis pode não ser a pessoa mais honesta do mundo, mas tu também vacilou com ela, então não queira se fazer de santa. Jura que se eu ficasse com ela tu não ia sentir nada?”
“De que lado você ta, afinal?”
“Do seu, e é por isso que estou falando tudo isso, vocês são duas teimosas que ficam adiando a felicidade de vocês por birra”
“Tá, mas se eu te pedir só mais um favor, tu faz?”
***
Angelis chegou em casa quebrando tudo o que via pela frente, e sua raiva aumentava ainda mais quando ela lembrava da Nati chamando a Fani de “minha garota”, não era ciúme, bom, pelo menos ela não iria assumir isso nunca. Uma coisa era certa aquilo não ficaria assim.
Dois dias se passaram e como se o destino conspirasse a favor da Angelis, numa noite como outra qualquer, quem aparece na mesma boate que ela estava? Nati e vejam só, ela estava sem a Fani.
“Deixou SUA garota em casa e caiu na noite?” ela pergunta parando ao lado de Nati, que estava apoiada no balcão do bar a espera do seu drink.
“A deixei tão satisfeita hoje, que ela decidiu que eu merecia um vale night e cá estou eu” – ela fala de uma forma que fica difícil saber se está falando a verdade ou zombando.
“E esse vale night dá direito a se diverti de verdade ou só um tour pelo parque de diversões?” – ela faz questão de deixar no ar às segundas as intenções.
“Tudo depende das atrações que o parque oferece, se tiver valendo à pena...” – nesse momento o barman entrega o drink e ela sai em direção a pista.
Angelis não perdeu tempo e a acompanhou. As duas ficaram dançando por horas. Elas não se tocavam, mas a troca de olhares era tão intensa que foi suficiente para deixá-las excitadas, com a respiração ofegante e os corpos quentes. Elas estavam num duelo silencioso de quem iria ceder primeiro, quem seria a primeira a assumir o desejo que nesse momento já era quase palpável. Elas eram pura provocação e a cena já estava atraindo olhares de outras pessoas.
“Gosta de se exibir?” – Nati provocou.
“Você não?” – Angelis responde à altura.
“Prefiro um público mais reduzido, mais íntimo...” – dito isso ela vira e sai em direção aos escritórios da boate, Angelis conhecia o caminho porque era dona daquele lugar, e ela não pensou nem mais um segundo antes de seguir a loira.
“Quero ver se tu é mesmo tudo isso que falam por aí..” – Nati disse jogando-a contra a parede e lhe roubando um beijo cheio de luxúria, as línguas duelavam por espaço fazendo um barulho que as deixava ainda mais excitadas.
“Falam muito de mim por aí? – ela sussurrou ao mesmo tempo em que raspava os dentes no pescoço da loira.
“Falam, e quer saber o que mais tenho escutado nos últimos meses?” – Nati puxa o cabelo de Angelis para encará-la nos olhos. Angelis apenas acenou com a cabeça – “Que mesmo sendo tudo isso, não foi por você que a Fani resolveu se assumi” – e nessa hora um calor subiu pelo corpo da Angelis, e dessa vez não era um calor de desejo, mas sim de raiva.
Agora mais do que nunca Angelis faria Nati implorar por ela, por seus beijos e carícias. Inverteu as posições deixando a loira com as costas coladas a parede, não fazendo nenhuma questão de ser delicada ou carinhosa e quando estava prestes a tirar a blusa dela, a porta foi aberta abruptamente e parada diante as duas estava Fani que apesar do nojo evidente no rosto, não havia surpresa. Da mesma forma inesperada que ela entrou, também saiu.
“Acho que o seu vale night só valia até a meia noite, Cinderela” – tentou ficar por cima da situação.
“O que você tem de gostosa, tem de burra” – foi a única coisa que ela disse antes de sair correndo atrás da Fani.
Angelis esmurrou a parede para logo em seguida se arrepender sentindo uma forte dor no pulso
“Maldita, seja” – praguejou sem conseguir entender que porra tinha acabado de acontecer – “Será que elas armaram pra mim? Mas qual a intenção delas, afinal?” – Cansada depois de uma noite estressante, ela seguiu para casa ainda com a cabeça cheia de dúvidas.

Então, será que armaram pra cima da Angelis? E o que será que vai acontecer agora, heim?

9 comentários:

Anônimo disse...

Ai...ai...ai...esses finaizinhos viraram tortura, parecendo que incorporou Pequena deixando uma tensão no ar.Adorando esses textos audaciosos que mexem com o imaginário. Parabéns Mah, voltou com tudo, adoro ;D

Anônimo disse...

Que covardia em Mah, vc sempre para no melhor da historia, rsrs. Tudo bem, só me resta esperar o próximo capitulo, mesmo assim parabéns, vc definitivamente tem futuro como escritora. Eu pelo menos seria fã de carteirinha com certeza, e digo isso com sinceridade.

Mah Stewart disse...

Obrigada queridas (os)!!!

Tô toda trabalhada no suspense, né?! ADORO hahahahahahha Preciso garantir leitores para o capítulo seguinte, por isso tem que ficar sempre esse gostinho de quero mais no final, sacaram?! kkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

Caaaaaaara que cap foi esse?! Quero mais, e logoooooo.

Anônimo disse...

Então quero que saibas que já garantiu uma leitora e fã de carteirinha.*-*

Anônimo disse...

Caraca fikou demais esse cap , ai da logo a continuidade kk maldade isso q c faz cm a gnt haha , c arrasou ;)

Anônimo disse...

Mar gente a pessoa tá deixando o povo todo ouriçado, rs, e doido com essas perguntas, kkk, ai meu deuso e que venha o próximo capítulo rápido e urgente pq senão chegarei na carne do meu pq unha não restará mais, rs. Adorei Mah, mais uma vez parabéns escritora.

Mah Stewart disse...

Não sei mais nem como agradecer o carinho de vocês, muito bom escrever pra vocês ;)

Unknown disse...

amiga demora a escrever naum.. escrevi bem pra *&%$#..

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