Someone Like You
"Todo Mundo Espera Alguma Coisa De Um Sábado A Noite..."
MEDO! Foi a primeira coisa que senti
ao acordar. Medo de ficar frente a frente com o único homem que amei de
verdade. Medo de olhar nos olhos deles e não ver mais nada. Medo de ser
rejeitada. Medo de perceber que ele continua sendo um amigo leal, um homem fiel
e que eu o deixei partir, ou pior que eu o expulsei da minha vida.
De repente esse medo toma conta do
meu corpo e eu não consigo me mover. Fico deitada numa posição fetal, toda
encolhida, sob o edredom. Tá decidido! Não vou ao níver da Carol, ela vai
entender... Eu espero.
Fiz apenas minha higiene matinal e
me enfiei embaixo das cobertas de novo e fiquei assim por horas. Eu só não
estava esperando que o meu quarto fosse invadido por uma louca que ditava
ordens e abria as cortinas como se estivesse na própria casa...
[Ana]
A chave que eu te dei é pra ser usada em casos de emergência e não pra você
invadir meu apartamento quando bem entender – odeio que invadam minha
privacidade ainda mais quando estou mal
[Carol]
Se você não abriu a porta quando chamei é porque está querendo fugir dos seus
compromissos, então, definitivamente, é um caso de emergência. Levanta agora
mesmo, marquei hora no salão pra gente e não podemos atrasar, você já almoçou?
Ai meu Deus não vai dizer que ainda nem tomou café – como ela consegue falar
sem parar pra respirar? Mandona, chata, metida... Que saco!
E não adianta ficar emburrada, é
como a Carol sempre fala “desfranze a testa, que essa cara de brava não me
assusta”. Eu nem estava mais chateada com ela, mas como os meus pensamentos
estavam frenéticos a deixo falando sozinha enquanto viajo no meu mundinho e
fico imaginando uma infinidade de situações que podem acontecer hoje a noite.
Estou tão absorta em meus
pensamentos que nem ao mesmo percebo a Carol gesticulando e gritando avisando
que já estamos prontas, prontas?! Como assim?! Me olho no espelho pra ver se
ela está falando a verdade e Oh My God!! Quem mandou pintar o meu cabelo? Olho
chocada para o meu novo eu, e apesar do susto adorei. Aliás, lembra muito a
garota que eu era anos atrás...
[Ana]
CAROL.. – claro, ela fez isso de propósito..
[Carol]
Me agradeça depois, agora vamos – agradecer? Minha vontade é de te matar,
garota!
Os minutos passavam e a minha
ansiedade só aumentava. Já perdi a noção do tempo que estou sentada na cama
enrolada no roupão pensando no que devo vestir. Vamos lá Ana Beatriz, você
sempre foi uma pessoa prática. O restaurante é bem informal, na verdade, ele é
mais como um barzinho que sempre tem música ao vivo e é frequentando por uma
galera bem jovem.
Ok, vestido não! Short? Melhor não,
uma calça é a melhor opção. Essa é linda, fica bem justa, o que valoriza meu corpo, e por ser clara deixa com
ar de menininha. A camisa branca um pouco transparente, com detalhes em preto. Nos
pés um sapato preto no estilo ankle boots, um salto sempre deixa a mulher mais
elegante, ok estou pronta!
Quando chegamos só tinha algumas
amigas da Carol, cumprimentei todas, mas não conhecia nenhuma, isso porque a
Carol disse que chamaria poucas pessoas só os mais íntimos, sei. Aos poucos
rostos conhecidos foram chegando o que ajudou a me distrair. Dou uma olhada
pelo local e vejo numa mesa sozinho um amigo que trabalha comigo, na verdade
nós conhecemos na faculdade, ele se formou um ano antes, mas sempre me ajudou e
nos tornamos amigos. Aviso a Carol que vou falar com um amigo e saiu.
[Ana]
Sozinho? – perguntando o surpreendendo
[Pedro]
Hey girl! – ele levanta e nos cumprimentamos – Tava precisando tomar uma
cerveja pra relaxar e você?
[Ana]
Níver da Carol – apontando com a cabeça para a grande mesa – Tá esperando
alguém?
[Pedro]
Nada, os caras me trocaram pelas namoradas – não consigo conter a risada, ele
sempre foi o molecão da turma e nunca gostou de compromisso.
[Ana]
Pois vamos pra lá, daqui a pouco chega a galera da faculdade você conhece
algumas pessoas..
[Pedro]
A Carol não vai achar ruim? – ele sabe que apesar de ser bem tratado as meninas
não gostam muito dele, e tadinho nem sonha o por que.
[Ana]
Vai nada, vamos lá..
[Ana]
Olha quem eu encontrei perdido por aqui – digo chamando a atenção da Carol
[Carol]
Oi Pedro, quanto tempo
[Pedro]
Pois é, aah Parabéns
O Pedro é muito divertido e nada
tímido em pouco tempo todos riam das histórias que ele contava. Minhas outras
amigas foram chegando, eu pude colocar a conversa em dia. Eu estava relaxada e
rindo de mais alguma piada que o Pedro contava quando vejo a Carol interromper
o riso e olhar para a entrada, eu nem precisava virar para saber quem era.
A primeira coisa que senti foi o
cheiro inconfundível Dele. A Carol levantou para falar com Ele, e quando eles
param ao meu lado percebo que a Raissa o acompanhava, mas eu não sabia que ela
já estava de volta.
[Carol]
Vou precisar apresentar ou vocês ainda se conhecem? – e o oscar de pessoa mais
inconveniente vai para Carol
[Raul]
Boa noite, tudo bem? – maldita voz rouca que me deixa totalmente arrepiada
[Ana]
Tudo bem, e você como está? – que cena constrangedora – Oi Raissa – a
cumprimento com certo receio e diferente do que eu esperava, ela me abraça.
[Carol]
Lembra do Pedro, Raul? – eu MATO essa menina, sério
[Raul]
Claro – eles se cumprimentam com um aperto de mão e voltamos a nos sentar,
graças a deus
Eu estava entre a Carol e o Pedro e
nesse momento conversava apenas com o meu amigo que óbvio percebeu a mudança no
clima, ele até perguntou o que tinha perdido, mas dei de ombros e ele entendeu
que eu não queria falar sobre isso. Eu sentia o tempo todo a sensação de que
alguém não tirava os olhos de mim, mas não queria virar pra ver quem era e nem
precisou o Pedro denunciou...
[Pedro]
Teu lance era com o Raul, mas é a Raissa que não para de te olhar – ele fala
próximo ao meu ouvido para que ninguém ouça – Aliás ela tá gata, heim
[Ana]
Ela deve tá olhando pra ti, não? hahahaha
[Pedro]
Será que ela tá solteira?
[Ana]
Eu não sabia nem que ela tinha voltado de São Paulo, como vou saber se tá
solteira?
[Pedro]
Você é uma péssima amiga
A noite ia passando eu e o Raul
trocamos algumas palavras sempre induzidos pela Carol, é claro, o Pedro
conseguiu puxar papo com a Raissa, o que foi muito bom só assim ela parou de me
encarar. E na hora que a Carol saiu da mesa puxando o Gustavo pra dançar, olho
para o lado e me os olhos cor de mel do Raul me encarando, mas dessa vez não
desvio o olhar, e também o encaro. Ele dar um sorrisinho de canto, levanta e
senta ao meu lado.
[Raul]
Esse seu amigo não perde tempo, né? – ele comenta ao ver o Pedro e a Raissa
dançando juntos
[Ana]
Ele é solteiro, não vejo nenhum problema...
[Raul]
É que eu achei... – ele desiste de terminar a frase. Achou errado, de novo.
[Ana]
E a sua namorada, não veio por quê? – maldita boca que não aguenta ficar calada
[Raul]
Bom, digamos que ela não ficaria a vontade – ele diz sem jeito.
[Ana]
O Gustavo não parece estar sem jeito e olha que ele e a Carol ainda nem
assumiram o namoro
[Raul]
Mas a Carol é a aniversariante – conversa fiada
[Ana]
Tá bom, então...
[Raul]
Você ficaria a vontade se ela estivesse aqui? – boa pergunta
[Ana]
Eu nem a conheço, seria indiferente pra mim. E você ficaria a vontade?
[Raul]
Sinceramente? Não
[Ana]
Talvez se você não tivesse se afastado dos seus amigos esse problema não iria
existir...
[Raul]
Talvez...
[Ana]
Eu queria poder um dia conversar contigo, me desculpar por algumas coisas – eu
devo estar bêbada, não é possível.
[Raul]
Só agora? – ele podia facilitar as coisas, né?
[Ana]
Se não quiser, não tem problema – droga, eu tentei, agora vá a merda também.
[Carol]
Hey o Pedro acabou de inventar uma pool party na casa dele, vamos? – ela
aparece do nada junto com o Gustavo, o Pedro e a Raissa que olhava pra mim e
pro Raul tentando saber o que estávamos conversando.
[Ana]
Isso é sério? – pergunto ao Pedro
[Pedro]
Claro, faz tempo que não dou uma festinha lá em casa e como não trouxe presente
pra Carol, aliás, eu nem tinha sido convidado, decidir oferecer minha casa –
deu foi certo Pedro e Carol juntos os dois que quase não gostam de uma farra.
[Ana]
Mas e a roupa?
[Carol]
Para né?! Soutien e calcinha é a mesma coisa que biquíni, e outra somos todos
amigos que mal ha nisso? – ela dar uma piscadinha descarada ao olhar pra mim e
pro Raul.
[Raul]
Quer ir? – ele pergunta a Raissa
[Raissa]
Você ainda pergunta? Depois de passar um ano trabalhando feito uma louca
naquela cidade cinza tudo o que eu mais quero é curtir – cidade cinza = São
Paulo
[Ana]
Não tô muito a fim de ir, me deixa em casa Carol?
[Carol]
Claro... Que não, é meu aniversário, você é minha melhor amiga e vai onde eu
for e vamos logo – isso vai dar merda.
Escrita por: MahStewart1
2 comentários:
ta ficado muito bom mah
Obrigada, Nubia!! Continue acompanhando, a fic tá só começando ;)
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