“Dias tornaram-se semanas, semanas tornaram-se meses, e então em um dia nada especial, eu fui até minha máquina de escrever, me sentei e escrevi nossa história. Uma história sobre uma época, uma história sobre um lugar, uma história sobre as pessoas. Mas acima de todas as coisas uma história sobre amor. Um amor que viverá para sempre.” (Moulin Rouge)

.
.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

CAPÍTULO 2

Someone Like You

"Todo Mundo Espera Alguma Coisa De Um Sábado A Noite..."
 
            MEDO! Foi a primeira coisa que senti ao acordar. Medo de ficar frente a frente com o único homem que amei de verdade. Medo de olhar nos olhos deles e não ver mais nada. Medo de ser rejeitada. Medo de perceber que ele continua sendo um amigo leal, um homem fiel e que eu o deixei partir, ou pior que eu o expulsei da minha vida.

            De repente esse medo toma conta do meu corpo e eu não consigo me mover. Fico deitada numa posição fetal, toda encolhida, sob o edredom. Tá decidido! Não vou ao níver da Carol, ela vai entender... Eu espero.

            Fiz apenas minha higiene matinal e me enfiei embaixo das cobertas de novo e fiquei assim por horas. Eu só não estava esperando que o meu quarto fosse invadido por uma louca que ditava ordens e abria as cortinas como se estivesse na própria casa... 

[Ana] A chave que eu te dei é pra ser usada em casos de emergência e não pra você invadir meu apartamento quando bem entender – odeio que invadam minha privacidade ainda mais quando estou mal

[Carol] Se você não abriu a porta quando chamei é porque está querendo fugir dos seus compromissos, então, definitivamente, é um caso de emergência. Levanta agora mesmo, marquei hora no salão pra gente e não podemos atrasar, você já almoçou? Ai meu Deus não vai dizer que ainda nem tomou café – como ela consegue falar sem parar pra respirar? Mandona, chata, metida... Que saco!

            E não adianta ficar emburrada, é como a Carol sempre fala “desfranze a testa, que essa cara de brava não me assusta”. Eu nem estava mais chateada com ela, mas como os meus pensamentos estavam frenéticos a deixo falando sozinha enquanto viajo no meu mundinho e fico imaginando uma infinidade de situações que podem acontecer hoje a noite. 

            Estou tão absorta em meus pensamentos que nem ao mesmo percebo a Carol gesticulando e gritando avisando que já estamos prontas, prontas?! Como assim?! Me olho no espelho pra ver se ela está falando a verdade e Oh My God!! Quem mandou pintar o meu cabelo? Olho chocada para o meu novo eu, e apesar do susto adorei. Aliás, lembra muito a garota que eu era anos atrás...

[Ana] CAROL.. – claro, ela fez isso de propósito..

[Carol] Me agradeça depois, agora vamos – agradecer? Minha vontade é de te matar, garota!

            Os minutos passavam e a minha ansiedade só aumentava. Já perdi a noção do tempo que estou sentada na cama enrolada no roupão pensando no que devo vestir. Vamos lá Ana Beatriz, você sempre foi uma pessoa prática. O restaurante é bem informal, na verdade, ele é mais como um barzinho que sempre tem música ao vivo e é frequentando por uma galera bem jovem.

            Ok, vestido não! Short? Melhor não, uma calça é a melhor opção. Essa é linda, fica bem justa, o que valoriza meu corpo, e por ser clara deixa com ar de menininha. A camisa branca um pouco transparente, com detalhes em preto. Nos pés um sapato preto no estilo ankle boots, um salto sempre deixa a mulher mais elegante, ok estou pronta!

            Quando chegamos só tinha algumas amigas da Carol, cumprimentei todas, mas não conhecia nenhuma, isso porque a Carol disse que chamaria poucas pessoas só os mais íntimos, sei. Aos poucos rostos conhecidos foram chegando o que ajudou a me distrair. Dou uma olhada pelo local e vejo numa mesa sozinho um amigo que trabalha comigo, na verdade nós conhecemos na faculdade, ele se formou um ano antes, mas sempre me ajudou e nos tornamos amigos. Aviso a Carol que vou falar com um amigo e saiu.

[Ana] Sozinho? – perguntando o surpreendendo

[Pedro] Hey girl! – ele levanta e nos cumprimentamos – Tava precisando tomar uma cerveja pra relaxar e você?

[Ana] Níver da Carol – apontando com a cabeça para a grande mesa – Tá esperando alguém?

[Pedro] Nada, os caras me trocaram pelas namoradas – não consigo conter a risada, ele sempre foi o molecão da turma e nunca gostou de compromisso.

[Ana] Pois vamos pra lá, daqui a pouco chega a galera da faculdade você conhece algumas pessoas..

[Pedro] A Carol não vai achar ruim? – ele sabe que apesar de ser bem tratado as meninas não gostam muito dele, e tadinho nem sonha o por que.

[Ana] Vai nada, vamos lá..
 
[Ana] Olha quem eu encontrei perdido por aqui – digo chamando a atenção da Carol

[Carol] Oi Pedro, quanto tempo

[Pedro] Pois é, aah Parabéns

            O Pedro é muito divertido e nada tímido em pouco tempo todos riam das histórias que ele contava. Minhas outras amigas foram chegando, eu pude colocar a conversa em dia. Eu estava relaxada e rindo de mais alguma piada que o Pedro contava quando vejo a Carol interromper o riso e olhar para a entrada, eu nem precisava virar para saber quem era.

            A primeira coisa que senti foi o cheiro inconfundível Dele. A Carol levantou para falar com Ele, e quando eles param ao meu lado percebo que a Raissa o acompanhava, mas eu não sabia que ela já estava de volta. 

[Carol] Vou precisar apresentar ou vocês ainda se conhecem? – e o oscar de pessoa mais inconveniente vai para Carol

[Raul] Boa noite, tudo bem? – maldita voz rouca que me deixa totalmente arrepiada

[Ana] Tudo bem, e você como está? – que cena constrangedora – Oi Raissa – a cumprimento com certo receio e diferente do que eu esperava, ela me abraça.

[Carol] Lembra do Pedro, Raul? – eu MATO essa menina, sério

[Raul] Claro – eles se cumprimentam com um aperto de mão e voltamos a nos sentar, graças a deus

            Eu estava entre a Carol e o Pedro e nesse momento conversava apenas com o meu amigo que óbvio percebeu a mudança no clima, ele até perguntou o que tinha perdido, mas dei de ombros e ele entendeu que eu não queria falar sobre isso. Eu sentia o tempo todo a sensação de que alguém não tirava os olhos de mim, mas não queria virar pra ver quem era e nem precisou o Pedro denunciou...

[Pedro] Teu lance era com o Raul, mas é a Raissa que não para de te olhar – ele fala próximo ao meu ouvido para que ninguém ouça – Aliás ela tá gata, heim

[Ana] Ela deve tá olhando pra ti, não? hahahaha

[Pedro] Será que ela tá solteira?

[Ana] Eu não sabia nem que ela tinha voltado de São Paulo, como vou saber se tá solteira?

[Pedro] Você é uma péssima amiga

            A noite ia passando eu e o Raul trocamos algumas palavras sempre induzidos pela Carol, é claro, o Pedro conseguiu puxar papo com a Raissa, o que foi muito bom só assim ela parou de me encarar. E na hora que a Carol saiu da mesa puxando o Gustavo pra dançar, olho para o lado e me os olhos cor de mel do Raul me encarando, mas dessa vez não desvio o olhar, e também o encaro. Ele dar um sorrisinho de canto, levanta e senta ao meu lado.

[Raul] Esse seu amigo não perde tempo, né? – ele comenta ao ver o Pedro e a Raissa dançando juntos

[Ana] Ele é solteiro, não vejo nenhum problema...

[Raul] É que eu achei... – ele desiste de terminar a frase. Achou errado, de novo.

[Ana] E a sua namorada, não veio por quê? – maldita boca que não aguenta ficar calada

[Raul] Bom, digamos que ela não ficaria a vontade – ele diz sem jeito.

[Ana] O Gustavo não parece estar sem jeito e olha que ele e a Carol ainda nem assumiram o namoro

[Raul] Mas a Carol é a aniversariante – conversa fiada

[Ana] Tá bom, então...

[Raul] Você ficaria a vontade se ela estivesse aqui? – boa pergunta

[Ana] Eu nem a conheço, seria indiferente pra mim. E você ficaria a vontade? 

[Raul] Sinceramente? Não

[Ana] Talvez se você não tivesse se afastado dos seus amigos esse problema não iria existir...

[Raul] Talvez...

[Ana] Eu queria poder um dia conversar contigo, me desculpar por algumas coisas – eu devo estar bêbada, não é possível.

[Raul] Só agora? – ele podia facilitar as coisas, né?

[Ana] Se não quiser, não tem problema – droga, eu tentei, agora vá a merda também.

[Carol] Hey o Pedro acabou de inventar uma pool party na casa dele, vamos? – ela aparece do nada junto com o Gustavo, o Pedro e a Raissa que olhava pra mim e pro Raul tentando saber o que estávamos conversando.

[Ana] Isso é sério? – pergunto ao Pedro

[Pedro] Claro, faz tempo que não dou uma festinha lá em casa e como não trouxe presente pra Carol, aliás, eu nem tinha sido convidado, decidir oferecer minha casa – deu foi certo Pedro e Carol juntos os dois que quase não gostam de uma farra.

[Ana] Mas e a roupa?

[Carol] Para né?! Soutien e calcinha é a mesma coisa que biquíni, e outra somos todos amigos que mal ha nisso? – ela dar uma piscadinha descarada ao olhar pra mim e pro Raul.

[Raul] Quer ir? – ele pergunta a Raissa

[Raissa] Você ainda pergunta? Depois de passar um ano trabalhando feito uma louca naquela cidade cinza tudo o que eu mais quero é curtir – cidade cinza = São Paulo

[Ana] Não tô muito a fim de ir, me deixa em casa Carol?

[Carol] Claro... Que não, é meu aniversário, você é minha melhor amiga e vai onde eu for e vamos logo – isso vai dar merda.

Escrita por: MahStewart1 

2 comentários:

nubia lorena disse...

ta ficado muito bom mah

Mah Stewart disse...

Obrigada, Nubia!! Continue acompanhando, a fic tá só começando ;)

Postar um comentário

Template by:

Free Blog Templates